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CFC, Fenacon e IOB lançam pesquisa nacional sobre uso de Inteligência Artificial nos escritórios contábeis

31 de July de 2026 · Por Equipe Grupo Rede

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em parceria com a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon) e a IOB, lançou uma pesquisa nacional para mapear como a inteligência artificial vem sendo adotada no dia a dia da profissão contábil no Brasil. 

O levantamento busca identificar o nível de adoção de ferramentas de IA pelos escritórios, os principais desafios enfrentados pela categoria nessa transição tecnológica e as oportunidades que surgem com a digitalização do setor. 

 Os dados preliminares do mercado já sinalizam um cenário de transformação acelerada, mas ainda desigual: mais de 60% dos escritórios contábeis brasileiros afirmam utilizar alguma forma de automação fiscal em suas rotinas, mas menos de 15% adotaram efetivamente ferramentas de inteligência artificial voltadas para análise tributária mais sofisticada. Esse descompasso mostra que, embora a automação básica já esteja consolidada, o uso estratégico de IA generativa e análise preditiva ainda é incipiente na maior parte dos escritórios. 

 O movimento também ganhou dimensão internacional: em junho de 2026, o CFC se reuniu com representantes do Instituto de Contadores Certificados da Índia (ICAI) para discutir inteligência artificial, transformação digital e auditoria digital, trocando experiências sobre como diferentes países vêm regulamentando e incorporando essas tecnologias à prática contábil. 

 Entre os temas mais debatidos está a segurança de dados no uso de ferramentas como o ChatGPT em ambientes contábeis, que lidam diariamente com informações fiscais e financeiras sensíveis de clientes. 

Especialistas do setor reforçam que a adoção de IA deve vir acompanhada de políticas claras de governança de dados, treinamento das equipes e avaliação criteriosa de quais tarefas podem, de fato, ser automatizadas sem comprometer a qualidade técnica do trabalho contábil — que, cada vez mais, se desloca do processamento repetitivo de dados para a análise estratégica e a consultoria ao cliente.

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